Neste episódio, Júlia Garraio conversa com Luísa Semedo, investigadora, ativista e dirigente associativa.
A partir de uma perspetiva interseccional, esta conversa aborda a racialização da violência sexual, a forma como certos discursos mediáticos e políticos produzem medo e desinformação, a invisibilização das vítimas migrantes e o impacto das desigualdades sociais no acesso à proteção e à justiça.
Luísa Semedo nasceu em Lisboa, em 1977, filha de mãe portuguesa e pai cabo-verdiano. Viveu até aos 24 anos no Bairro da Serafina, antes de emigrar para França, onde nasceram os seus dois filhos.
É doutorada em Filosofia pela Universidade Paris-Sorbonne. Nos últimos anos, tem desenvolvido uma intensa atividade como dirigente associativa, tendo presidido à associação Philo’Ensemble, à Migracult, à AGRAFr — Associação dos Graduados Portugueses em França — e à CCPF — Coordenação das Coletividades Portuguesas de França.
Lecionou a unidade curricular de “Criação e Gestão de Associações e ONGs” na Universidade Clermont-Auvergne e foi docente de Filosofia no ensino secundário. Foi Conselheira das Comunidades Portuguesas e presidiu ao Conselho Regional da Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas.
Desenvolve também uma atividade literária reconhecida e premiada e tem presença regular nos media portugueses, com uma coluna de opinião no Público. É atualmente investigadora em questões AfroQueer, investigadora associada no CREPAL — Centre de Recherches sur les Pays Lusophones, da Université Sorbonne Nouvelle — e colabora com o Queer Research Hub da Universidade de Lisboa.
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